quarta-feira, 7 de outubro de 2009

AUTISMO: Um modo diferente de SER, SENTIR e VER o mundo.

Sentir-se inspirada por uma criança autista, foi o primeiro passo para ajudá-la interagir socialmente.

Estou passando por aqui para falar um pouco sobre a inspiração que tive para escrever sobre Autismo.
A razão que me motivou a isso foi um aluno o único que tive Autista, um presente de Deus em minha vida, o qual me "apaixonei", não só por ele, mas pelo Autismo em geral.
Estou terminando a minha Especialização e escrevi sobre essa Síndrome, a qual me fascina e tenho a maior admiração pelos profissionais que trabalham nessa área e pelos pais dessas crianças.
Depois do convívio com meu aluno, durante um ano e meio, posso afirmar que essas crianças podem ter contato com o universo exterior. Muitos autistas são excluídos e rejeitados, por serem vistos como "estranhos", precisam da rotina e muitas vezes se isolam. Cabe a nós profissionais e pais resgatar essas pessoas, pois a tarefa é árdua, porém a vitória é maravilhosa.
Após um ano e meio, todos nós percebemos mudanças e progressos em relação a sua socialização e isso foi muito gratificante.
Tenho buscado mais informações sobre o tema. Infelizmente, em alguns casos o Autismo é diagnosticado tarde demais, acredito que isso seja prejudicial para o desenvolvimento e em muitos casos para um possível progresso.
Fico feliz em saber que existe uma preocupação com a Síndrome, mesmo achando que deveria existir um número maior de informações, porque somente assim o problema seria detectado mais cedo e consequentemente o tratamento seria mais adequado, pois quanto mais cedo é diagnosticado, mais eficiente é o tratamento.
Acredito que seja fundamental um trabalho com as famílias também. Mesmo que a criança fique a maior parte do tempo na escola, a família transmite para os filhos os seus sentimentos e podem ser fundamentais no progresso e na recuperação de qualquer doença, sem a família o caminho se torna mais difícil e a possível vitória mais longe de ser alcançada.
No caso do meu aluno, percebia que em alguns momentos ele tinha mudanças de comportamento, sendo mais agressivo, ou mais tranquilo, por conta de mudanças na dinâmica familiar, por isso a troca de informações e orientações são fundamentais.
Muitas vezes, as pessoas identificam pessoas autistas como: pessoas isoladas, com olhar perdido, se balançando e imunes a qualquer afeto. Meu aluno, por exemplo, possui algumas características das citadas, porém é uma criança carinhosa e busca carinho também.
Sabemos que o Autismo tem graus diferentes, existem uns mais comprometidos que são chamados de "baixo funcionamento" e os mais capazes de levarem uma vida normal, são denominados de "alto funcionamento".
Existe ainda a Síndrome de Asperger que é uma forma branda de Autismo, nessa síndrome, eles falam perfeitamente, só não usam a linguagem como meio de contato social.
Sabe-se que são inúmeras as hipóteses para que uma criança tenha nascido Autista, mas comprovada cientificamente, ainda não existe uma.
O diagnóstico é apenas o primeiro desafio que precisamos enfrentar, depois vem o tratamento...e com ele um longo caminho de luta, amor e paciência.
Infelizmente não tive mais notícias do meu aluno, porque saiu da escola por forças maiores, mas tudo o que sei, busquei e aprendi até hoje sobre o tema, devo à ele e acredito que fiz o que pude para que ele pudesse ter uma vida mais tranquila e sociável.
Continuo buscando informações e tendo esperança de contribuir, nem que seja um pouquinho para a vitória dessas crianças.

3 comentários:

  1. Imagino o afeto que este aluno deve ter lhe causado!
    Parabéns pelo Blog!

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  2. Parabéns pela sua experiencia, com o seu relato, vc estará incentivando muita gente... abraços!

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